A vida sem manchete de Gilmar Marcílio

30 de setembro de 2011





A vida sem manchete
Autor: Gilmar Marcílio
Editora: Belas Letras
Edição: 2011
Páginas: 176
| SKOOB |
Compre no Submarino
A sensibilidade que desperta os sentidos do escritor para sutilezas na simplicidade do cotidiano é a mesma que o faz perceber o que está intrínseco no mais complexo dos relacionamentos. Com a capacidade de observação pura da natureza, unida à profunda percepção da alma humana apoiada em fundamentos filosóficos, Gilmar Marcílio nos faz repensar a vida com suas reflexões que tocam o coração. Os textos de 'A Vida Sem Manchete' farão cada leitor descobrir uma forma diferente de pensar o cotidiano, dar uma nova dimensão para um momento vivido ou evocar um sentimento nostálgico. E dessa forma, enxergar os presentes que chegam de todos os lados, como tarros de luz deixados à nossa porta, enquanto olhamos distraídos para o lado errado das nossas vidas.

A crônica, por natureza, sempre conserva uma característica temporal e até mesmo regionalizada. A vida sem manchete tem como ponto alto superar as barreiras do jornal onde foram publicadas primeiramente e preencher um livro que pode ser lido por qualquer um e em qualquer lugar do mundo. 

Gilmar Marcílio escreve de uma forma simples, porém não simplista. Por vezes seu texto parece poetizado, principalmente quando a crônica relembra algum fato pessoal, como a família, para fazer uma conexão com o assunto do presente, tema principal do texto. 

O livro também não se limita aos assuntos mais comuns das crônicas que pipocam por todos os jornais. Influência de sua formação em filosofia, talvez, Gilmar Marcílio aborda temas espinhosos como a formação das muitas igrejas, o sexo e as referências que cada um de nós toma como exemplo na vida. 

Embora formado por crônicas, acredito que o livro permanecerá por um bom tempo tendo significado atemporal pelos assuntos que aborda, como aborda e da maneira como é escrito. Uma leitura super indicada para quem gosta de crônicas ou quem precisa de um livro reflexivo.

Beijos!