Os segredos do Rei do Fogo de Kim Edwards

26 de outubro de 2010






Reunindo 14 contos ambientados em diferentes épocas e culturas. Os segredos do Rei do Fogo demonstra a habilidade notável de Kim Edwards de condensar em poucas páginas a essência de sentimentos complexos. Ao abordar temas como amizade, sexo, dinheiro, casamento, preconceito e religião, o livro apresenta surpreendentes trajetórias de vida de personagens tão diversos como um engolidor de fogo, uma pregadora evangélica, um americano e sua noiva coreana durante a Segunda Guerra Mundial [...].

Faz MUITO tempo que eu tenho esse livro. Certa vez comecei a ler, mas parei logo em seguida. Vi ele novamente e resolvi ler até o fim. Não conheço muito a Kim Edwards, autora desse livro e também de Guardião de Memórias. Mas não foi um livro que gostei. 

São 14 contos, como conta ali em cima, dos mais variados estilos. E esse foi um dos pontos que me afastaram do livro. São muitas situações diferentes, muitas culturas e muitos sentimentos, resumidos em poucas páginas. A essência dos sentimentos e situações é bem compreensível, mas sempre acho chocante um escritor abordar tantas coisas em um único livro. 

Pra mim não foi uma leitura muito rápida. Me arrastei bastante pra ler. Mas isso foi minha antipatia com o livro. Confesso que prefiro o Guardião de Memórias, embora também não seja um livro muito bom, na minha opinião. De qualquer maneira, separei três contos para contar aqui no blog.

Equilíbrio conta a história de um casal que viaja com seu circo itinerante. Depois de muitos anos de união, eles começam a se questionar sobre seus sentimentos e se suas vidas não se tornaram muito pacatas e repetitivas. Gostei desse conto porque ele se reproduz facilmente na vida real. Caso dos meus pais, hoje separados, mas que por 20 anos tentaram um relacionamento que não satisfazia nenhum. 

O Convite conta a história de Joyce, uma mulher que vive a cerca de sua comunidade. De repente uma nova jovem chega na cidade. Como faz todas as vezes, Joyce a convida para o chá, conta como são os costumes e hábitos e durante a conversa subestima a linda menina. Joyce está a dias aguardado a chegada do convite da grande festa do sultão, o homem mais poderoso da região, quando descobre que a novata foi convidada e ela não. E o melhor, Joyce passa o ano contando sua entrada triunfal na festa do ano anterior quando descobre que cometeu um grave erro com suas roupas e por isso não foi convidada novamente.

Não só por dar nome ao livro, mas o conto Os segredos do Rei do Fogo é o melhor. E conta como um jovem superou seu mestre, e foi superado pelo seu aprendiz. O fogo na verdade faz parte do número de magia que ele apresenta em um circo. E claro, é a atração principal. Até que vê uma linda jovem e seu irmão. O garoto passa a ser ajudante do "Rei do Fogo", que permite a presença do menino por interesse em sua irmã. Outro personagem que subestima os outros e perde tudo. Se muda, sofre por anos pela perda da moça, quando descobre que a vida lhe pregou uma grande lição!

Beijos!

Correio #7

21 de outubro de 2010


Beijos!


Correio #6

14 de outubro de 2010


Beijos!

A culpa é dos teus pais de Maristela Scheuer Deves

12 de outubro de 2010






O que o assassino quer dizer com essa mensagem aparentemente sem sentido que deixa junto ao corpo de suas vítimas? É isso que a repórter iniciante Guisela que descobrir. No entanto, as vítimas parecem não ter nada em comum, a não ser a morte pelas mãos do maníaco - e mesmo essas mortes são totalmente diferentes entre si. E quando finalmente encontra uma pista, Guisela descobre que pode estar na lista do serial killer.


A culpa é dos teus pais no SKOOB |


Esse é o primeiro livro da jornalista Maristela Deves e eu gostei. Sempre é complicado falar sobre o primeiro livro de alguém. Embora críticas sejam boas, muitas vezes elas podem ser uma pedra no sapato do escritor. Mas o livro tem uma boa trama. 

O universo é o do jornalismo, nada mais lógico eu gostar porque em agosto de 2011 [uipi õ/] estarei formada nessa magnífica [as vezes nem tanto] profissão. E porque a protagonista Guisela é uma foca, assim como todos os estagiários e recém formados em jornalismo. E por se passar dentro do universo de uma redação de jornal, quem trabalha e estuda jornalismo vai saber [e se identificar] como funciona e quem não conhece, vai descobrir um pouquinho mais. 

O fato é que Guisela, como praticamente todos os focas, faz matérias de dia-a-dia. Tudo muito normal e sem nenhuma emoção. Até que ela teve uma grande oportunidade de escrever de verdade graças a um assassinato no seu horário de plantão. E é aí que começa a emoção da história. Como o título diz, esse é o bilhete deixado pelo assassino junto ao corpo de suas vítimas. Todas mortas de uma maneira diferente. Pessoas sem nenhuma ligação com a outra. 

A polícia, mesmo com todas as investigações, não consegue relacionar as mortes e encontrar o assassino, então Guisela resolve fazer uma investigação paralela a da polícia. E nessa busca por respostas ela encontra várias pistas, mas nenhuma que definitivamente a leve ao assassino... até que... ele vem até ela. A agonia é tanta que até o leitor começa a pensar nos motivos, mas até o final não encontra razões.

E ai começa a surgir as respostas. De uma conversa com um colega de trabalho e um comentário dos mais normais [isso sempre acontece com a gente; ficamos um tempão pensando em um filme ou uma música e não tem jeito de lembrar o nome ou o cantor/ ator, até que aquele amigo faz uma piadinha e pimba! tu lembra]. Aí as peças começam a se unir e tudo passa a fazer sentido... Só que Guisela, ao descobrir a razão das mortes, descobre também que corre perigo, e... E aí você vai precisar ler o livro pra descobrir. Tirando a palavra serial killer que aparece muitas vezes, o livro é uma boa leitura pra quebrar uma onda de série ou talvez até, uma leitura mais rápida.

Beijos!

Sussurro de Becca Fitzpatrick

5 de outubro de 2010






Sussurro
#1 Hush Hush
Autora: Becca Fitzpatrick
Editora: Intrínseca
Edição: 2010
Páginas: 264
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Compre no Submarino
Os olhos de Patch eram como órbitas negras. Absorviam tudo e não devolviam nada. Não que eu quisesse saber mais sobre eles. Se não gostei do que vi por fora, duvidava de que fosse gostar do que espreitava lá no fundo. O único porém é que isso não era bem a verdade. Eu adorei o que vi. Músculos longos e esguios nos braços, ombros largos, mas relaxados, e um sorriso que era meio debochado, meio sedutor. Estava difícil convencer a mim mesma de que deveria ignorar algo que já começava a parecer irresistível.