Solitário

4 de fevereiro de 2010

Como um fantasma que se refugia
Na solidão da natureza morta,
Por trás dos ermos túmulos, um dia,
Eu fui refugiar-me á tua porta!
Fazia frio e o frio que fazia
Não era esse que a carne nos conforta.
Cortava assim como em carniçaria
O aço das facas incisivas corta!
Mas tu não vieste ver minha Desgraça!
E eu saí, como quem tudo repele,
- Velho caixão a carregar destroços -
Levando apenas na tumbal carcaça
O pergaminho singular da pele
E o chocalho fatídico dos ossos!

Solitário de Augusto dos Anjos

Balzac

2 de fevereiro de 2010

Se um homem é preguiçoso, a preguiça se manifesta em cada um de seus movimentos. Do mesmo modo, a fisionomia de uma classe de homens conforma-se ao espírito geral, à alma que anima esse corpo.

A Comédia Humana: A Duquesa de Langeais de Honoré de Balzac