Tristeza e vergonha

21 de novembro de 2009


A primeira vez que fui no estádio Alfredo Jaconi foi em 1996, estava com oito anos. Era uma noite fria, chuvosa, devia ser julho ou agosto. Fui com meu pai, Jones, e nosso vizinho na época, Fernando. Os dois loucos pelo Juventude.

Nunca meu pai obrigou ou fez qualquer tipo de pressão para que eu ou meu irmão fossemos torcedores do Juve. Mas aconteceu.

E desde aquele dia, o Juve passou a ser uma paixão na minha vida. Quem me conheça sabe, quem não me conhece pode perceber. 

Até hoje, 21 de novembro de 2009, pensei que a dor mais forte, quanto torcedora, foi a volta do Juve pra Série B. Mas hoje, com o forte indício de Série C, mudei meus pensamentos.

A tristeza: o time que a gente escolhe pra torcer passa a ser parte de nossa vida. Essa paixão supera muita coisa. Fazemos amigos, perdemos outros. Tem gente que ganha namorado (a), outros perdem. Perdemos a razão. Mas descobrimos que temos algo em comum com mais um montão de gente. Somos incluídos. Ver um time como o Juventude, que por vezes foi destaque no Brasil, ter uma queda vertiginosa, é no mínimo, de chorar.

A vergonha: há muito culpados. Mais uma equipe que em duas temporadas montou, no mínimo, seis times (tô sendo economica) não pode ser assim tão profissional. Jogadores que encaram a disciplina como alunos da pré-escola, não podem ser sérios. Jogadores que vão embora sem a mínima explicação, é incompreensível. Treinadores que foram embora rápido demais. Outros ficaram por aqui muito tempo. E sempre, o mesmo discurso (vazio) da direção.

Minha esperança existe como torcedora fiel ao clube.
Mas será que ele merece mesmo ficar onde está?